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Rio Grande registra aumento expressivo de focos do Aedes aegypti

A cidade de Rio Grande já contabiliza 593 focos do mosquito em 2026.

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Foto: Robson da Silveira/SMS PMPA

A cidade de Rio Grande, na Região Sul do Rio Grande do Sul, acendeu um alerta para o avanço dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

Dados do boletim de monitoramento das arboviroses, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Município da Saúde, mostram que a cidade já contabiliza 593 focos do mosquito em 2026.

“O número representa um crescimento significativo em relação aos últimos anos. Em 2025, haviam sido registrados 465 focos; em 2024, foram 105; e em 2023, apenas 55”, destacou a Prefeitura de Rio Grande.

Conforme a prefeitura, entre as localidades com maior número de focos estão Centro, com 118 registros, Distrito Industrial (67), Cidade Nova (59), Quinta (52), Vila Maria (32), Junção (23), Povo Novo e São João/Recreio, com 20 focos cada. Aeroporto e São Miguel contabilizam 19 focos cada, enquanto Linha do Parque soma 16 e Prado, 15.

O levantamento aponta ainda Bernardeth e Cassino com 12 focos cada; Municipal com 11; Bolaxa e Vila Militar com 10 registros cada; Lar Gaúcho/Navegantes com 8; Buchholz e Trevo com 7 focos cada; Hidráulica e Castelo Branco com 6; e Mangueira com 5 focos.

Também foram identificados quatro focos em Cibrazém, FURG Carreiros, Maria dos Anjos e Santa Rita de Cássia; três em Porto Novo, Senandes e Querência; dois em Orla, Parque Marinha, Jardim do Sol e Ilha da Torotama; e um foco em Carlos Santos/Profilurb, Santa Rosa, Parque São Pedro, Barra, Vívea e Atlântico Sul.

“Nos últimos 15 dias, bairros como Quinta, Centro, Cidade Nova e Junção lideraram o número de novos focos identificados pelas equipes de vigilância”, ressaltou a prefeitura.

“Apesar de Rio Grande registrar apenas dois casos autóctones confirmados de dengue em 2026 até o momento, as autoridades reforçam que o aumento dos focos eleva o risco de transmissão da doença”, completou.

Prevenção

A Secretaria de Município da Saúde ressalta que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.

Entre as orientações estão colocar areia nos vasos de plantas, guardar pneus em locais cobertos, manter garrafas viradas para baixo e descartar corretamente o lixo doméstico.

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